segunda-feira, 27 de maio de 2013

Defensiva









Eu conheci uma garota que odiou o mundo. Ela usou seu corpo para vender sua alma. Toda vez que eles a quebravam e pagavam, rasgavam seu coração e a deixavam na dor. Eu nunca descobri como ela sobreviveu a toda tristeza e dor mantidas por dentro. Eu nunca descobri como ela mentiu com um sorriso no rosto e as cicatrizes, ela escondia.
De joelhos, ela sangrou no chão. Morta em sua mente e fria até os ossos, ela abriu os olhos e viu que estava sozinha. Ela nunca descobriu o quanto você tentou. Toda a tristeza que ela guardou fez você ficar cego. Ela nunca descobriu o quanto você chorou. E eu... Eu nunca descobri como ela pode mentir com um sorriso no rosto e a escuridão por dentro

Não viva de mentiras.




Não sou apegada às coisas materiais e talvez nem às pessoas. Mas, não sou de ignorar ninguém e muito menos pisar. Para mim tudo é bem simples. Tudo mesmo. Se gostou, ótimo, converse, compartilhe o que acha que pode, encontre uma maneira de ser você mesmo, mesmo diante de um desconhecido. Ninguém conhece ninguém. Somos produtores de um espaço vazio, onde crenças recíprocas não existem facilmente. E, se não gostou, seja você também. Simplesmente não minta, a não ser que você seja uma mentira. Seja você. Apenas você.

Inércia.



Não reclame todo o tempo de como sua vida está, quando tudo o que você faz é esperar a vida dar um jeito em tudo. Não espere que as pessoas sejam boas com você, quando você não é bom nem consigo mesmo. Não espere o melhor dos outros, quando dar o melhor de si é o mais importante. E não espere, nunca espere que as coisas melhorem sozinhas. Nada é vivo se você não move nada.

Que país é este!?

É tanto absurdo que eu vejo, escuto e às vezes falo, que eu já nem sei
mais o que me perguntar sobre este país. Perguntas não estão
resolvendo nada nem em filosofia. Atitude é a página rasgada do
dicionário. Estão vendendo caráter e perdão nas esquinas quando a
questão se resolve com um simples despertar. De quantos baldes de água
fria a gente precisa!?

Sumiço...




Eu queria hoje tomar um chá de sumiço, pra que eu pudesse desaparecer junto com minha dor, já que ela não me larga. Que de onde eu desaparecesse não sobrasse nem resquícios de tristeza, e que houvesse abraço, compreensão, carinho e amor. Amor, que carrega consigo todas as boas coisas que não sabemos segurar com mãos leves e acabamos machucando com o peso imposto em nossos pés. Será que nada em nós é digno do amor? Até quando vamos viver assim, à mercê da inutilidade que fazemos dos dias? Mergulhado em um rio de coerência e enterrados, sim, enterrados até o pescoço em um oceano de mágoas e indecisões. Até quando?
Que além de mim, desapareça também essa coisa tão ridícula que é esse desamor, esse desafeto pelo mundo.

sábado, 25 de maio de 2013

Small moments.

O mundo está nas mãos de quem o torna e torna-se grande através de
pequenas coisas. Pequenos momentos especiais juntos formam toda uma
vida. Isso não quer dizer que estamos juntando os pedaços, nem que
vivemos pela metade. Juntar pequenas coisas é saber querer a si mesmo
e ao mundo. É saber a precisão de ter que se doar, seja no sangue, no
coração, nos dois ou em qualquer outra parte. O mundo somos nós, e nós
não somos nada sozinhos. Não somos nada sem pequenos momentos.
Pequenos pedaços inteiros que formam uma vida.

Ausência





Você some por um dia, e é como se tivesse desaparecido uma semana inteira. E as pessoas percebem quando você não está, mas, só depois que você se vai. Na verdade, você já não estava ali havia muito tempo, mas, para que sentissem sua falta, foi necessário você sumir. Eu estava rezando pra que você viesse, agora, estou implorando pra que você se vá; mentir tão de perto dói pra cacete. Eu prefiro você longe mesmo. Pelo menos assim você não vai poder agarrar meu coração, usá-lo, e depois me devolver estilhaçado. É, pensando bem, mentir à distância dói menos.