terça-feira, 21 de maio de 2013

O tempo




Lento ou veloz, o tempo continua a passar. Sempre doem os mesmos "ais", de histórias mal contadas. Mal interpretadas. Desejo de ir além, de sanar esse instinto ruim que me consome quase por inteiro. Que não me deixa respirar meus próprios medos e faz de toda tempestade um pequeno copo, como se meu mundo fosse privado a apenas essa dor mesquinha que mal sabe doer. Cansam-me as vezes que subo escadas, com pernas mortas e mente que pesa mais que uma tonelada. E dói. Tudo dói. Doem a carne, os ossos. Dói a alma. Só não o coração. O coração bate, vez terno, vez inquieto. Mas, bate. E sorri, como uma criança que acabou de receber leves, porém, dolorosas palmadas que a fez derramar lágrimas suaves e gritos extensos como ondas de um belo mar. A criança sorri em questão de segundos. Pela pureza e pelo amor. Pela pureza do amor. Coisa que nos falta.

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