Lento ou veloz, o tempo continua a passar. Sempre doem os
mesmos "ais", de histórias mal contadas. Mal interpretadas. Desejo de
ir além, de sanar esse instinto ruim que me consome quase por inteiro. Que não
me deixa respirar meus próprios medos e faz de toda tempestade um pequeno copo,
como se meu mundo fosse privado a apenas essa dor mesquinha que mal sabe doer. Cansam-me
as vezes que subo escadas, com pernas mortas e mente que pesa mais que uma
tonelada. E dói. Tudo dói. Doem a carne, os ossos. Dói a alma. Só não o coração.
O coração bate, vez terno, vez inquieto. Mas, bate. E sorri, como uma criança
que acabou de receber leves, porém, dolorosas palmadas que a fez derramar
lágrimas suaves e gritos extensos como ondas de um belo mar. A criança sorri em
questão de segundos. Pela pureza e pelo amor. Pela pureza do amor. Coisa que
nos falta.

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